Reprimarização brasileira como um processo de especialização em emissões na década de 2010

Autores

Palavras-chave:

Reprimarização, Exportações, Emissões de gases de efeito estufa, Modelo Insumo-Produto

Resumo

 Este artigo analisa a evolução das emissões de gases de efeito estufa associadas às exportações brasileiras entre 2010 e 2021 por meio de uma decomposição estrutural baseada no modelo insumo-produto. Os resultados indicam um processo de especialização em emissões ligado à reprimarização do comércio exterior, com destaque para o papel da China na expansão das emissões devido à concentração das exportações em agricultura, pecuária e setores intensivos em recursos naturais. Setorialmente, agropecuária lidera o aumento emissivo, enquanto a indústria contribui menos, embora permaneça relevante em atividades hard-to-abate. A análise temporal mostra que, entre 2010 e 2014, predominou um efeito composicional, ao passo que, entre 2015 e 2021, o crescimento das emissões passou a ser explicado principalmente pela expansão do nível exportado e pelo aumento da intensidade emissiva.

Biografia do Autor

Patieene Alves Passoni, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Marcio Alvarenga, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

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Publicado

2026-03-12

Como Citar

Alves Passoni, P., & Alvarenga, M. (2026). Reprimarização brasileira como um processo de especialização em emissões na década de 2010. REVISTA OBSERVATÓRIO ABDI, 1(1). Recuperado de https://observatorioabdi.ojs.com.br/index.php/ojs/article/view/3